Guilherme Arantes compõe música para a Turma do Bem

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Guilherme Arantes e Fábio Bibancos

 

VEM VER O SOL NASCER ( Eu vou fazer )
(Guilherme Arantes)

                                                                        

Quem prestar mais atenção vai ver que o mundo tem

Muita gente para quem a fé não é de esperar...

Que a sorte caia do céu...

O dragão saia do chão...

É só o prazer de fazer o Bem..

Toda vez que o pão está na mesa é bom lembrar

Que alimento mesmo vem de dentro do coração...

Que adianta tanta ilusão...

Tanto luxo do poder...

Sem ter o prazer de fazer o Bem ?

Podem dizer que é mesmo ingênuo

Melhorar o mundo...

Vou celebrar....

Nossas mãos geram milagres

Dê o nome que quiser...

Que eu não pertenço a uma só tribo

Em Livro Sagrado nenhum...

Só estou aqui !

E esse é o meu tempo pra viver...

( Vem ver...O Sol nascer , vem ver...) 

Eu vou deixar o mundo bem mais bonito...

Eu vou fazer muita criança sorrir...

Eu vou lutar por tudo que eu acredito...

Que essa é a chave pro futuro se abrir...

Vou dar meu tempo, meu trabalho , meu(s) fruto(s)...

Sem esperar retribuição de ninguém...

Vou proteger as nossas matas do fogo...

Cuidar dos rios e dos mares também...

Pequenas coisas do nosso dia-a-dia...

Podiam ser uma grande ajuda de amor...

E podem ser o princípio da nova vida...

Do amanhecer que o passarinho cantou ...

 

 

Já gravada em áudio e vídeo com a participação de crianças e adultos de várias organizações não-governamentais, a canção Vem ver o sol nascer  ( Eu vou fazer ) tem tudo para se tornar o novo hit de Guilherme Arantes. Aos 56 anos – 33 dedicados à música –, o cantor, compositor e instrumentista não vê outra alternativa a não ser investir no bem.

“Vivemos em um mundo em que o bem não tem vez”, protesta Guilherme, lembrando que o mal, até midiaticamente, está levando vantagem em meio às notícias de tantas desgraças"

"Vamos detonar com um hino das ongs. Será uma celebração de todas as pessoas que fazem trabalhos sociais e que tem como objetivo contribuir para a transformação".

“As pessoas não têm oportunidade de vender a idéia de que há muita gente fazendo coisa bacana no mundo”, adverte Guilherme, lembrando que, se não fosse a atuação desses heróis, o mundo não estaria de pé. “A mídia está privilegiando o mal, o banditismo e a tragédia”, reclama, chamando a atenção para os nossos tempos de perversidade social.

“Precisamos celebrar essa gente do bem, que é a maioria esmagadora e tem amor no coração, que cuida das crianças e cumprimenta o vizinho”, diz Guilherme. Seu Instituto Planeta Água, instalado em Camaçari, na Grande Salvador, tem incentivado o replantio e a educação ambiental. “A música da minha época foi muito bonita porque vinha com valores sociais e comportamentais agregados”, recorda o artista.

“As questões ambiental e de mobilização social são as derradeiras fronteiras ideológicas do pensamento alternativo”, acredita Guilherme Arantes, que usa a própria fama para mobilizar o cidadão. O Instituto Planeta Água, que também agrega a inovadora Coaxo do Sapo (www.coaxodosapo.com.br), mistura de estúdio, pousada e produtora de novos artistas, já conseguiu atingir, indiretamente, uma comunidade de 5 mil pessoas em prol da defesa do Norte da Bahia. A região é vítima da voracidade dos mercados imobiliário e turístico.

“Atualmente, estamos fazendo aqui um trabalho de agricultura orgânica”, informa o orgulhoso Guilherme. Ele conta com a ajuda do filho, o biólogo Tiago, de 23 anos. “Todos os meus filhos dão apoio à ONG”, acrescenta, citando Pedro, de 25, músico e produtor; Gabriel, de 27, administrador de empresas; Marieta, de 29, designer e cantora; e a caçula Paola, de 11.

“Analisando o mercado fonográfico afetado pela crise, estamos ainda na era do 78 rotações em termos de legislação”, lamenta Guilherme Arantes,   vislumbrando o futuro da música na telefonia celular. “O mundo, aliás, está migrando para a porcaria do móbile”, conclui ele, sentindo-se o próprio Doutor Spock, da série Jornada nas estrelas, cuja ligação com o mundo se dá por meio de uma espécie de radinhoA Turma do Bem é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que tem como missão mudar a percepção da sociedade na questão da saúde bucal e da classe odontológica com relação ao impacto socioambiental de sua atividade. Tem como valores: fazer pelos outros o que faríamos pelos nossos filhos, realizar com estética e alegria, eficácia e transparência na gestão.

Fundada em 2002 pelo dentista Fábio Bibancos, a Turma do Bem já encaminhou para os consultórios dos dentistas voluntários mais de 5.000 jovens. A seguir breve relato sobre as principais iniciativas da organização: Dentista do Bem – É o principal projeto da organização.

Tem por objetivo proporcionar atendimento gratuito a crianças e adolescentes da rede pública de todo o Brasil. São mais de 3.400 cirurgiões-dentistas voluntários nas cinco regiões do país, que oferecem, em seus consultórios particulares, tratamentos odontológicos sem custos até os 18 anos às crianças entre 11 e 17 anos selecionadas em triagens realizadas nas escolas pela equipe da Turma do Bem.

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